domingo, 20 de outubro de 2013

Explicando o inexplicável: O Medo




Medo é uma coisa que te paralisa e te faz enfartar por uns dois segundos. De certa forma é como cair de uma altura ainda que se esteja parado. É a sensação de perigo, algo terrível que você não quer que aconteça, mas sente que a qualquer momento vai acontecer. É andar num arame por cima do precipício e sentir frio na barriga, ficar parado e ao mesmo tempo querer andar.

O medo ás vezes evolui para algo sério, como o pânico, que é um medo aumentado, onde o mais simples objeto parece ameaçador. Ter medo é como sentir mais o seu corpo, sentir mais seu sangue correr pelas veias, sentir o ar entrar com certa dificuldade nos pulmões. É estar em um círculo circundado por chamas e lá dentro, sentisse que não pode se mexer um milímetro que seja que vai se machucar.

Nem tudo é ruim, no entanto, no fato de sentir medo. Ele é o sentimento que faz você ser cauteloso. Ir com cuidado e analisar melhor a situação antes de agir, de certa forma, o medo o torna mais astuto. Da mesma forma, que passar pelo medo o torna mais ousado e maduro, é algo parecido com ir no brinquedo mais radical do parque. Você roda, grita até não ter mais ar nos pulmões, mas no momento em que põe o pé pra fora, pensa que poderia ir de novo, acredita mais em si.

Esse sentimento é como um bicho-papão, ele em si não tem poder para domínio, mas se sua mão o alimenta diariamente, com o tempo ele sai de debaixo da cama e toma o quarto todo. Porém cabe a você também o mandar para longe. Ter medo não é ruim, caso se consiga passar por essa profundeza que se instala por vezes em nossas almas, a tendência é chegar a superfície de uma forma melhorada e madura.



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