segunda-feira, 25 de março de 2013

Na guerra dos sexos, eu prefiro eu

 


Poucas coisas na vida são uma Katana (espada japonesa), a maioria é uma espada medieval. É esquisito de início, mas a explicação: katanas cortam de um lado só e só de um, você pode pressionar o lado oposto da lâmina que não vai se machucar. Espadas medievais tem dois fios de corte e uma ponta bem afiada.

Findando o mês de março, falo porque tenho lido muitas coisas sobre machismo é isso, machismo aquilo, o feminismo garante isso, combate aquilo, mas nesse fogo cruzado poucas coisas tem só um lado XX ou XY.

Na definição, o machismo é fundamentado em base paternalistas, que oprimem a mulher e só o homem tem direitos. O feminismo veio pra corrigir e estabelecer uma igualdade e voz à mulher, pra que pudessem mostrar seu valor. E o ideal é muito legal, nossa, as mulheres conseguiram muito desde que formularam o pensamento, o negócio é que o caminho que traçam pra isso é meio sinuoso ás vezes.

Machismo é chato. Homem machista normalmente é grosseiro, estúpido e absurdamente egoísta. Quando caem em si, se veem fatalmente sós. Tudo é ele e pra ele, não sabendo valorizar absolutamente nada. Falam do tal modelo paternalista, em que o pai é provedor e a mãe só fica em casa. Hoje já não vigora tanto, pois mulheres já tem o direito de trabalhar fora, mas devo dizer que já vi muitas que por escolha, querem um cara rico pra casar e não se importam com esse "negócio de feminismo" nem se sentem oprimidas.

Apesar do sistema obsoleto, acho que ele coloca algo de muito positivo: a idéia do homem que trabalha. Nem tanto do pai, do marido, mas do homem. Acho que se não houvesse a cultura do homem que sustenta a casa (nem que seja uma só sua) e uma família (caso tenha), haveria muito mais vagabundos que não gostam do batente e garotos mimados que se escoram em patrimônios familiares.

O feminismo já começou com idéias positivas para mulheres. Elas queriam melhores jornadas de trabalho, mais segurança e direito de voz. Teve até uma passeata na França, no séc XX, onde as mulheres foram com faixas para as ruas dizendo que elas também tiram direito ao orgasmo. E elas conseguiram chamar atenção. Acho que a idéia de igualdade sexual começou com elas. Além do que deva ter começado ali o direito da mulher escolher seu marido.

Contudo, apesar dos direitos conquistados e que são bem válidos e importantes, ás vezes as feministas (algumas) são meio estranhas. Levam as coisas pra um lado pessoal de tal maneira que chega aos raios do extremo. Tudo (TUDO!) é alusão ao estupro, opressão do sistema e se a maior parte dos comerciais relacionados à mulher é sobre eletrodomésticos/produtos de limpeza/fraldas é reflexo de sistema paternalista opressor e se os comerciais são de moda/maquiagem é ditadura da moda e da mídia. Algumas dizem que Deus é machista pelos escritos da bíblia

Tipo, quantas mulheres sabem usar uma furadeira? Eu gosto da Black & Decker, é bem precisa e rápida no serviço. Tem uma chave de fenda muito legal também, de uma marca internacional com umas 30 pontas diferentes  pra qualquer tipo de parafuso, além da ponta magnetizada que ajuda a não ficar escapando. Aí assim, quantas sabem diferenciar uma broca pra concreto e pra madeira? Escolher o parafuso adequado? Fora as que trabalham diretamente com isso, 90% não sabe. Contudo, sabem como ligar o liquidificador pra fazer suco. Eu sei usar a furadeira e na última vez que meu avô esteve na cidade, me ensinou a fazer extensão, mas estou louca pra ter o Airfryer, da Walita, pra poder fritar as coisas sem fazer sujeira no fogão e na cozinha. ;)

Apoio o fato de que as mulheres devem sim ter liberdade pra se expressar e fazer escolhas, tipo trabalhar. Contudo, percebo que a expressão "se dar o respeito" virou motivo de discussão e revolta. Caramba! TODOS devem se dar o respeito, homem, mulher, hetero, homo, bi, simplismente todos. O se dar ao respeito não é opressão, é você agir com caráter, de forma que evolua em todos os sentidos e também possa ajudar outras pessoas a evoluirem também. É necessário perceber que todo mundo colhe o que planta e que atraimos o que mostramos, o negócio é que alguns não entendem e colocam a culpa no sistema, na sociedade e outras coisas mais. Não se pode plantar maçã e esperar colher abacaxi.

Uma situação num livro exemplifica isso. Havia um homem homossexual que morava em uma casa na qual havia também um hetero muito preconceituoso. O primeiro era bom, trabalhador e respeitava as pessoas, no sentido de compreender e tratar todos bem. O hetero, ao contrário, só queria saber de curtir a vida e vivia fazendo festinhas a beira da piscina com pelo menos 10 garotas em volta. Nessa mesma casa, havia um menino de 11 anos. Adivinha de quem o menino gostava mais e se espelhava como exemplo? Se você disse no primeiro homem, acertou. Isso pra mim é o exemplo do que é o verdadeiro se dar o respeito. 

Muitas mulheres se ofendem com homens que chegam querendo logo só sexo, assim, do nada, depois de um simples "oi", acho que é ofensivo sim, independente de onde ela esteja, com quem ou como esteja vestida. Só que, o contrário também vale, tem homem que valoriza uma boa conversa, relação de confiança, quer algo mais do que um orgasmo de 5 segundos e não se aproveita de mulher bêbada, eles também ficam meio desconfiados de uma garota que chega logo alisando e querendo, são raros, mas ficam sem graça, desconfiados e constrangidos. Acredito que as mulheres, mesmo com toda a opressão que sofreram ao longo da história, tem a mesma capacidade de serem nocivas, safadas e mau caráter tanto quanto um homem pode ser. E o pior, é que se baseiam nas idéias de liberdade do feminismo pra justificar suas ações que em muitos casos nada tem haver com sistema ou sociedade, mas com caráter

Não sou muito dessa de "ser boa esposa, boa mãe", "não serve pra função do lar" tals, é um processo contínuo de aprendizagem em ambos os casos. Porém, a real é que tem mesmo mulher que não gosta de cuidar de casa nem de filho, embora ache muito natural pagar uma miséria pra outra mulher fazer isso por ela e não percebe que serviços domésticos não são humilhantes e muitas gostam de fazê-los. Feministas mais radicais pelo que leio por aí parecem olhar mulheres donas de casa por gosto/opção como alguma espécie de fura movimento ou uma espécie micha de mulher. Há também aquelas que no inglês são chamadas de wannabe wag, caracterizadas por não se importarem em fazer tudo o que um homem pede desde que ele lhe proporcione um alto padrão de vida e tipo, pra elas é super de boa ser assim. Todos temos liberdade pra escolher o que queremos e acreditamos.

Eu sou mulher, não curto muito balada, não bebo, não transaria num primeiro encontro, adoro cozinhar, lavar roupa e maquiagem. Quero trabalhar fora, mas também cuidar da minha própria casa, de um marido e filhos quando tiver. Acredito em cumplicidade num relacionamento, então essa história de quem paga a conta, se você é cúmplice, feminismo e machismo não tem nada haver. Discordo de muitas atitudes masculinas, assim como tem mulher que pisa feio na bola igualmente. Numa relação envolvendo pontos de vistas diferentes, o equilíbrio é mais importante do qualquer coisa, sem um querendo impor suas vontades ao outro.

No fim, assim como no meu post do Miss Bixete, tudo se resume a respeito, principalmente respeito à escolha.










4 comentários:

  1. Então, aí é que tá: muitas mulheres, por mais estudiosas e "independentes" que pareçam, escolhem manter a casa e cuidar das crianças. A diferença é que o feminismo luta pra isso seja uma questão de escolha - ao contrário de antigamente, em que essa era a ÚNICA escolha. =)

    Bem, no geral, gostei do post. \o

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  2. Aehhhhhhhhhhh! Valeu por comentar! É o que coloquei, respeito a escolha, ao querer, ao que uma mulher acredita ser o melhor ^^, obrigada por comentar e fico feliz que tenha gostado do post.

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  3. Amei o texto! Por mim, acho que machismo e feminismo deveriam encontrar um ponto de equilíbrio. Tipo, as mulheres deveriam saber até onde ir e os homens tratarem as mulheres de igual para igual em alguns sentidos.
    Fiquei suuuuuuuuuper feliz ao saber que você já leu "O preço de ser diferente"! Um dos meus livros favoritos =D
    Enfim, beijos :*

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  4. Ehhhhhhhhh! Você fez um dos meus posts ter mais de 2 comentários! Te agradeço infinitamente por isso! Realmente, equilíbrio é tudo na vida, como eu falei, o feminismo nasceu e se desenvolveu, mas ás vezes se torna tão radical quanto o machismo. Obrigada pelo comentário! E sim, li o livro mais de uma vez e o adoro, ele esclarece muito á respeito do homossexualismo e prega ótimas lições sobre respeito. Bjinhos pra vc tbm!

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