sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Existe vida após o TCC?

534259 Dicas de como apresentar TCC 02 Dicas de como apresentar TCC 


Muito embora se queira dizer “pesquisa nunca mais”, existe vida depois, afinal, tem mestrado, doutorado e sabe-se lá mais o que. Só uma coisa pode ser dita e é inerente: dá trabalho, não adianta dizer que é simples, fácil porque o processo é bem trabalhoso e pode render uma baita dor de cabeça. Na verdade várias.

Pra começar, pra mim TCC não é como filho que se pari depois de um ano, nem como namorado ciumento/grudento que te faz ficar acordado por causa de detalhes bobos e te priva, embora eu tenha achado essa muito criativa XD (créditos para meu amigo Thyago Monteiro). Eu vejo por uma ótica bem fria até, é só um trabalho e só isso. É estritamente necessário para que eu me forme e depois desse outros serão necessários para se conseguir outros títulos, embora esses trabalhos gerem ligações e este em especial me deixe orgulhosa, afinal é a primeira coisa na minha vida acadêmica que posso chamar de MINHA, pois eu pensei, elaborei e fiz. Porém com ajuda, que falarei posteriormente.

Logo no início, teve uma mudança de sistema na qual todo mundo precisou se adaptar. Uns detalhes chatos na hora do cadastro, scanea daqui, assina dali, enfim, uma treva. Alguns não tiveram paciência e fizeram o trabalho sem aprovação do comitê de ética, como até foi recomendado antes das coisas se normalizarem. Alguns procedimentos demoravam bastante e pra quem tem prazo martelando na cabeça dia, noite e madrugada, tempo é folha.

Por falar em prazos, ás vezes  tensão é tanta que você não consegue dormir sem ficar pensando no procedimento, na metodologia, nas alterações que o orientador pede. Eu ás vezes sonhava que o data show falhava ou o trabalho estava todo errado e acordava pensando: Caramba, tenho que revisar o referencial! E hoje precisamente, respiro mais aliviada por ter (até segundas orientações) terminado, após fins de semana inteiros sem postar, sem fazer vídeos e atrasando as reviews na fic do meu amigo Will (que bom que você já passou por isso e entende amigo!) e depois do “fim” cai uma ficha de que você conseguiu.

O assunto que escolhi pra fazer meu trabalho foi lombalgia, escolhido puramente por questionamento pessoal, tipo querendo saber o que funcionava nesses casos e fui atrás de uma teoria que pudesse explicar. No início falavam que era simples, corriqueiro, porém continuei no tema e até que consegui um bom referencial e base de dados referente ao assunto. E  foi de grande valia para mim todo o processo. Tive umas dificuldades de escrita, de estrutura, sempre confundia anexo com apêndice,  coisa de marinheira de primeira viagem  Na minha qualificação fizeram um monte de observações, muito válidas por sinal, embora por um momento ou outro eu tenha ficado com aquela carinha de “poxa... L”, ainda mais sabendo que muitos dos meus colegas apresentaram e não falaram nada, mas depois lembrava que meu pré-projeto foi feito meio ás pancadas e aí percebia que não tinha do que reclamar.

Passei por aquela fase de querer desistir, muitas vezes por sinal, pensei que não ia dar resultado nenhum e todo o processo não ia dar em nada. Aí lembrava que o barco já tava andando e não tinha mais como voltar atrás. Percebi durante esse ano que quando se trata de pesquisa a amostra fixa do vizinho sempre parece mais resultante que a sua, analisar prontuários dentro de uma sala parece fácil, fazer revisão é rápido e os ratinhos só faltam te dizer “sim senhora”, porém conversando com meus colegas vi que não tem isso de mais fácil. prontuários são incompletos e estão em salas cheias de poeira, fazer revisão exige pelo menos conhecimento de 4 línguas diferentes e os ratinhos te mordem, morrem no meio da pesquisa e precisam dos mesmos cuidados de um recém-nascido.
 
Durante meu trabalho vi minha amostra pensada de 65 pacientes ser reduzida a 13, mas deu resultado mesmo assim. Eu liguei pra cada pessoa procurando saber se ela se encaixava no estudo e a conta veio horrores de alta. Muitos faltaram e foram excluídos, não se adequavam e tal. Contudo, a ajuda que tive durante meu trabalho foi sensacional. Contei com colaboradores que me ajudavam a atender, Larissa, Daniel e Carla foram não só auxiliares mas grandes amigos. Meus orientadores também, não conseguiria melhores. Ainda mais uma pessoa indisciplinada e facilmente distraível como eu, ás vezes passava duas semanas sem escrever nada e quando sentava pra escrever tipo 5 páginas ficava morrendo de vontade de assistir anime.

Trabalhos são muito pessoais, você escreve segundo as normas, mas do seu jeito. Eu referencio, coloco fonte segundo as normas, mas o jeito de escrever parágrafos grandes é meu. Meus elementos pré-textuais foram o que tem de mais meu no trabalho, como disse meu bioestatístico, não fazer como final de missa: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. Eu coloquei o mais pessoal que eu tinha nessa parte, agradeci e dediquei do meu jeito. Minha epígrafe consegui semana passada, como muitas coisas na minha surgem do mais inesperado, isso também surgiu. Citei o poema recitado por M. no filme 007 – Operação Skyfall. Nos agradecimentos, citei até o técnico de informática, o Breno, que consertou meu computador e evitou que todos os arquivos do meu trabalho fossem pro beleléu.

Hoje, depois de ter terminado, penso nos meses que se passaram, nas linhas que escrevi, nos quilos que ganhei, que queria ter terminado a mais tempo, enfim... acredito que valeu muito á pena tudo, o aprendizado, as intercorrências, o gasto, penso que agora já sei como fazer um pré-projeto, já sei como pesquisar artigos e já penso em um tema para pesquisas posteriores, algo mais legal, mais a minha cara. Não fico nervosa pra apresentação, embora me sinta meio ansiosa imaginando minha mãe me olhando falar

Agradeço imensamente a todos que estiveram comigo seja em pensamento, seja em presença e levarei tudo que aprendi nesses meses com toda a consideração possível. Conviver com todos que estiveram relacionados com meu trabalho é algo do qual tenho muito, muito orgulho!

 

2 comentários:

  1. Olá! Parabéns por ter concluído seu trabalho! É verdade que esse não é o primeiro (a gente sempre achava que não tinha nada pior do que o estresse de estudar pro vestibular) e nem o último (uma tese de doutorado deve dar ainda mais trabalho), mas não deixa de ser um grande esforço finalizado e que valeu a pena.

    Parabéns mais uma vez e boa sorte em sua vida profissional. ^^

    Até!

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    1. Obrigada pelo comentário! É, uma tese de doutorado é bem mais difícil, sei porque tive que ler algumas pro meu trabalho de agora XD. Mas no fim vale á pena e é bem gratificante mesmo! Agora mais posts virão por aí! Abraços!

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