quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vi e recomendo: Tron Legacy



Vou ser estritamente sincera, porque se não fosse estaria mentindo para mim e para os outros e mentira com certeza não faz parte do meu caráter. Eu não gostava muito de filmes de ficção científica, que envolvessem tecnologia ou qualquer coisa do gênero, nem me dava a oportunidade de ver pois achava que seriam chatos, mas definitivamente estava errada ao pensar assim, tanto que lamento muito não ter me permitido antes.

Tron Legacy foi um filme que adorei muito ter visto, não vi no cinema, mas recebi indicações. Daí, uma voz me dizia que devia ver para depois tirar minhas conclusões e estas foram as melhores.  Me despi de idéias pré-concebidas de uma garota que só queria ver romances e assisti Tron com o intuito de analisar. O filme começa no ano de 1982, muitos nem eram nascidos nessa data, Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um empresário milionário e programador que cria um clone digital de si mesmo chamado CLU para ajudar o programa de Alan Bradley (Bruce Boxleitner), Tron, a trabalhar na Grade (Grid) e também ajudar a criar um mundo perfeito, acabando com qualquer tipo de imperfeição. A Grade tem por função conter o mundo digital dentro do "ENCOM 511", o supercomputador da corporação ENCOM, que Flynn comanda. 

Para entrar e sair do mundo digital, Flynn utiliza uma espécie de portal que se localiza em sua loja de fliperamas, pra quem não sabe, antes os garotos e garotas precisavam sair de casa pra poder jogar vídeo game. Contudo, uma vez no mundo digital, ele descobre um programa proveniente de uma manifestação espontânea, que detém muito conhecimento sobre o universo, os ISO’s; CLU por outro lado os vê como seres imperfeitos. Daí repete-se aquela velha história da ciação se voltando contra o mestre, o que devo dizer nunca sai de moda, desde que se faça do modo correto e Tron Legacy acertou em cheio.

A história continua 20 anos depois com o filho de Flynn, Sam (Garrett Hedlund), que logo mostra quem é, 2 minutos com ele em cena já me fez dizer: “Gostei desse moleque” e foi me surpreendendo cada veaz mais. No início, ele se mostra como um garoto meio irresponsável, depois vai compreendendo o sentido das coisas. 

Adorei os efeitos especiais, o filme inteiro tem um tom de azul e muitas luzes e nas cenas não parece algo complicado como uma placa mãe de computador, pelo contrário, os efeitos são fascinantes e o modo como tudo é mostrado. Você se sente estranho quando termina de ver e olha em volta, tudo fica parecendo meio sem graça. Vendo Tron parece que somos teletransportados pra um lugar diferente cheio de tecnologia sem parecer que estamos presos dentro de algo supercomplicado. A caracterização dos personagens está bem adequada e muito bem feita.

Tron pra mim é uma ótima opção para você que está sozinho em casa ou com alguém legal que curta a abordagem que ele faz, ideal para aquele dia de chuva, meio frio com uma pipoca do lado ou cheetão com suco ou refrigerante. Me fascinei e se tiver uma continuação, assistirei, pois valeu á pena. Além das lições que se consegui tirar, posso dizer que quando eu terminei de assistir, tive a mesma sensação de Quorra (se quiser saber quem é veja o filme! XD) quando viu o pôr-do-sol pela primeira vez: de que foi algo muito melhor, mais legal e brilhante do que imaginava.

E VIDA LONGA AOS USUÁRIOS!

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