quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O casamento da moça parte II



Recepções são sempre bacanas, embora não difiram muito umas das outras. Tem garçom, salgadinho, bebida, música. Lembro-me de um garçom meio mal-humorado com cara de soldado malvado de filme de guerra americano. 

Os noivos chegaram e começou a maratona de fotografia, ela tentou cantar “Como é grande meu amor por você” pra ele, mas acho que estava emocionada demais. Teve Buffet com aquelas coisas gostosas que só recepção tem; teve dança, mas eu não sei dançar (ou ainda não aprendi, se é que isso soa melhor); teve lançamento de buquê, eu não peguei, porém tive a sensação de que tive sorte mesmo assim, porque já peguei buquê e o casal já até se separou. O noivo também jogou uma cartola, e nessa sim teve briga pra ver quem pegava, nem tanto pra casar, mas porque quem pegava, levava um whisky 12 anos de brinde. Em suma, casamentos são parecidos, o que muda é a história dos noivos que nunca é mostrada na cerimônia. 


Talvez não interesse mesmo aos outros saber, nos preocupamos muito em mostrar e esquecemos o que se aprende ao longo da caminhada e amor envolve um aprendizado no fim das contas. Casamentos são de certa forma iguais, o que diferencia é o que vai no seu coração na hora. Alguns querem inovar, fazem casamentos de bungee jump, casamento embaixo d’água, com encenação teatral, coisas que são muito legais na hora e posteriormente no vídeo, contudo, depois que os convidados saem e que a recepção fecha, é só você e a pessoa que você ama. Romeu e Julieta, de Lady Di a Lady Kate teve igreja, buquês, padres, “SIM”, não se teve muita diferença. Pessoalmente, a vida me ensinou que o amor é que deve estar acima de tudo isso, porque é ele que vai fazer com que a cada dia se possa aprender cada vez mais e amor em si também é um aprendizado sendo possível, sim, se evitar a temida rotina, daí você poderia casar debaixo de chuva e usando um cosplay que ainda assim seria a pessoa mais feliz do mundo.

Gandhi disse: “A felicidade está mais no sofrimento e na luta do que na vitória em si”. Casamento é uma concretização, mas a jornada, as dificuldades, essas são as que proporcionam o aprendizado necessário pra se chegar lá. Muitos pensam que 35 anos pode ser velho, 20 anos é novo, mas e daí? O importante é se estar pronto e isso é de cada um, de acordo com suas visões de mundo. Aos mais novos, é complicado porque lidam com aquele gostar de querer se estar sempre junto, aí vem a vida cobrando-lhes mais paciência e maturidade. E aos mais velhos, sempre parece que já se tem estabilidade, bom emprego, cabeça feita, fazendo com que se questione o porquê de não ser dado o que falta, muitos se revoltam, se deprimem, acumulando energias negativas e enveredando por caminhos de dúvida e descrença.

A vida tem seu curso, querendo ou não, ela não erra. Muitos choram, gritam, fazem promessa, perguntam quando vai ser o “seu” dia. Olham as outras pessoas, suas conquistas, suas alianças e sorrisos se perguntando quando vão poder celebrar e sorrir também, daí, vem a vida dizendo: “Não. Espera”. Fazendo com que se caia na idéia de que somos vítimas da injustiça do destino que nos faz sofrer, mas na realidade o “não é justo” não existe, o que tem faltado, pode ser que falte pra mim, pra você e pra tantas outras pessoas é mais confiança na vida e no que ela tem a oferecer, pois quando acontecem os fatos vemos que ela foi amiga e não vilã. E ela não hesitará em lhe dar tudo o que deseja.

Daí, não vai importar se você tem 25, 30, 35, 40 anos, será o seu momento, o momento certo e os acordes da marcha nupcial vão tocar pra você também.

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